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é estranho, algo esquecido, apagado, jamais sentido. ficamos melhor separados, eu, tu, apenas, adeus.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

sem sentido

relações, mãos dadas, saudades, choros. boneco humano. indo por caminhos errados, 'sem consciência'. sem saber o que é viver, sem coração a bater. tanta arrogância sem motivos que demonstras ter. fraquessas não me enquadram , tristeza já não sigo. da-me tempo para pensar. inferioridade ou superioridade? é a igualdade entre os seres. palavras não me descrevem, olhos não me vêm, nem pessoas não me sentem. é tanta liberdade em que vivo, mas só quero viver em ti, posso? abre os olhos, estas a ser enganado, eu amo, não ela . é a revolta. saudades já sinto, ansiedade vos define. da tua boca lamentações ouço. amor. raiva; sem calma. correm os seres sem remorços. deixem-me espairecer e sentir alegria. por mim eu vivo, a mim eu amo. procuram perfeição, perfeição nem existe. em vida humana só há espaço para um, e é pouco singular. demasiado geral, digo. vivam em conforto. objecto romântico. deitem fora quaisquer palavras, vamos fazer justiça. esqueça-se o passado, morra-se o destino. inspiração vinda de noite.  tanta chuva que cai, frio que se sente, sem mais nem menos. o ponteiro deve ter pressa, não tenho horas marcadas. porque sozinha estou, coitada de mim, porque te foste embora. vivo com saudades de recordações, sinto a falta da revolta, a quem dou a mão neste momento? será que sou tão forte que nem a humanidade me compreende. eu sou fraca, por quem me tomas tu. enlouqueci, já só falo comigo mesma.  estou sozinha em páginas de caderno que me caracterizam intimamente. liga-me em anónimo, rouba-me os direitos,mas diz que me amas.

domingo, 27 de novembro de 2011

morreu, morreste

algo agradável tal como o brilho do sol. vai, vem, vai, vem. algo aconteceu, a minha paixão traiu-me. fui, foste, fomos, éramos, somos ambos totalmente diferentes. ficamos melhor separados, eu, tu, apenas, adeus. quero mas não consigo, não quero sofrer novamente igual, queres mas não vens. é estranho, algo esquecido, apagado, jamais sentido. escreve, pensa, rasga. cada vez assusta-me mais, sem motivo algum. frio, calor, derrete, aquece, agradável ou não? sentimento ambicioso. palavras riscadas, algo que se aumentou sob uma ferida. repetições sem sentido. estas ali, desapareceste, não te vejo, partiste, ainda bem. digo eu. continuas porco, uau, que novidade. cala-te, escuta o silencio, a minha dor. cadernos escritos, calma, ninguém os pode ler. desenhos mal feitos, são apenas esboços e rascunhos. lágrimas do passado, lágrimas do presente. não entendes  eu também não. sem sentido, não sabes fazer absolutamente nada, és um imbecil. desejo adormecido, felicidade bem escondida, com medo de sair por perto. não sentes. pensamento estúpido, sujo, perverso, com coisas sem nexo, é complexo, por ser diferente. quero ser melhor, quero ser a MELHOR. o sol brilha de noite, a lua ilumina o dia. as estrelas contêm segredos que aguardam por serem concretizados. espera na fila. cinzas num jarro, deitadas fora, sabe se lá onde. é dor, é o pânico. sangra, não para, difícil de escapar. ferida invisível, causada por TI. é enorme, doí. 'não a vês, como a vais curar?' não se cura, tu curas. estou pálida  cheia de olheiras, nem os cremes conseguem disfarçar, perdi a beleza. sol, tapado pelo nevoeiro. ar, realmente algo difícil de respirar. apenas escadas, são altas e grandes. já me veio o cansaço. 'para de correr'. quero acompanhar cada passo teu, mas és rápido, rápido demais para uma vagabunda como eu. sou baixa, sou cobarde. vesti, despi, está frio, cuidado que a minha alma se constipa. chora, não melhora, continua então, vai embora. agora pareces uma pessoa nova, parabéns, mas a morte está próxima, não a sentes? foi tarde demais. suicídio ou homicídio, é morte natural, morreste, 'morreu'. paraíso ou inferno, num deles estamos sufocados de certeza. partiu o bom, o mau mantém-se. calem-se todos, eles merecem RESPEITO.